Habüaz - Justin Beldwell

Depois de meditar nas quatro qualidades divinas e carregá-las no meu ser, carreguei meu espelho e a sala com uma vibração de energia violeta. A seguir desenhei o sigilo de Hatuny e carreguei a sala com a fórmula cabalística de seu nome. Projetei minha mente à esfera dele e chamei seu nome primeiro no mental, depois no astral e finalmente vibrando-o fisicamente. Fui então abordado por um homem em vestes negras, com a cabeça de um boi. Perguntei ao espírito o seu nome e sua cabeça se transformou em uma máscara e finalmente mostrou a sua face... que era misteriosamente parecida com a minha. Eu sabia que essa seria uma evocação interessante. Depois das introduções, ele explicou que fez aquilo para ver qual a minha reação seria e que era uma espécie de teste. Não perguntei se eu tinha passado ou não.

Bardon dá uma versão do seu nome e uma fonte mais antiga dá uma versão diferente. Qual é a correta?
Habüaz é o nome correto. Bardon o modificou para prevenir o mau uso de estudantes despreparados. Ele sabia que um mago verdadeiro iria descobri-lo. Também, eu prefiro trabalhar com um mago diretamente através de inspiração ou quando um mago viaja mentalmente à minha esfera. (Pergunto nesse momento se ele gostaria de terminar a evocação e falar comigo em sua esfera, mas ele disse que não, estava tudo bem.)

Como você inicia um mago na magia cabalística?
É um processo lento, que depende de sua origem, ética, desenvolvimento mágico até agora e constituição dos elementos. Eu tipicamente os guio à arte primeiro – a variedade religiosa ou sagrada. Isso constrói as ideias necessárias e os seus sentimentos para então passar para ou filosofia ou religião de acordo com o que a Providência Divina requer. Finalmente eu os faço encontrar um professor ou escritas inspiradoras e materiais. Em seguida, guio o professor sobre como trabalhar com o estudante, ou dirijo o material à atenção do estudante. A relação professor-estudante é mais válida em alguns aspectos mais do que a leitura, porque a transmissão direta é possível e o domínio é alcançado muito mais rápido.

Existe alguma prática que posso dar aos meus leitores?
Não posso oferecer aos seus leitores qualquer prática que não seja eles se conhecerem a si mesmos, meditarem no que é necessário para que você crie, trabalhe, ame e ensine. Preste atenção ao que ocorre dentro de você quando fizer isso e como um sentimento pode lhe incitar à ação. Ofereço aos seus leitores o conhecimento de que eu certamente os guiarei no momento certo.

Em seguida discutimos sobre algumas práticas privadas em relação à minha prática cabalística. Ele me conta sobre a verdadeira prática do material de Bardon sobre o quarto polo (os números 1 a 10) e alguns dos defeitos que eu tenho em minha prática, como por exemplo as letras que não são verdadeiramente representativas da virtude divina que elas refletem, e o que eu deveria fazer para consertar isso. Ele também descreve um método para trabalhar diretamente com ele sem evocação ou viagem mental e me dá o método. Medito a seguir em suas qualidades internas e externas que ele me pediu para não publicar, mas eu direi que nunca experimentei uma assinatura energética tão bela e detalhada.

Habüaz pode ser comparado a Hermes em muitos aspectos. Eles têm a mesma habilidade de serem poderosos guias e ao mesmo tempo parecem tão bem humorados e descuidados. Eu me lembro da primeira vez que eu conheci Hermes e ele tinha esse mesmo tipo de aparência sombria seguida por uma discussão leve. Eu recomendo muito visitar Habüaz em sua esfera no caso de se estar aprendendo cabala e falar diretamente com ele. Você não ficará desapontado. Sinto-me tolo por não tê-lo evocado antes.