Depoimento de um Praticante


Como alcançar a glória tão prometida e almejada através do método indicado por Franz Bardon? Talvez isso seja um dilema para os ocultistas ocidentais, uma vez que esses estão habituados com rotinas totalmente diferentes das ensinadas pelo grande mestre.

Como toda caminhada pelas veredas do oculto é algo de cunho pessoal, não me vejo em outra posição a não ser de testemunha. Durante toda a sua vida, Bardon sempre enfatizou a necessidade de termos disciplina e força de vontade para com os nossos objetivos superiores, com isto posso dar o meu primeiro passo para esclarecer algumas questões sobre tal sistema para o qual dediquei cinco anos de minha vida para alcançar o sétimo grau.

Muitas são as perguntas que abordam os magos que alcançaram os graus elevados mencionados na obra de Bardon (Magia Prática, O Caminho do Adepto), e tais perguntas são respondidas com a máxima das práticas bardonianas: A prática cria o mestre. Os neófitos não a entendem, e muitos, por não terem obtido os resultados que foram gerados pela expectativa de obterem poderes miraculosos em questão de meses, simplesmente desistem de tentar trilhar um caminho que abre portas nunca antes imaginadas.
Em doze anos de estudo e prática, ainda não encontrei nenhum autor que abordasse temas importantes para o desenvolvimento mágico de forma tão clara e segura. Os métodos de treinamento são seguros e sem armadilhas. No entanto, quanto mais nos desenvolvemos e adquirimos a expansão da consciência, maiores são os desafios e maiores são as ordálias.

O estudo da cabala é um fator de extrema importância para se obter um entendimento mais amplo do sistema, e até mesmo dos efeitos que as forças despertadas exercerão sobre o adepto. Muitos adeptos que estão acostumados com manifestações básicas das forças ocultas tornam-se ludibriados pelo domínio que se exerce em vários planos através do desenvolvimento espiritual, e é justamente por este motivo que o adepto deverá estar em sintonia com os estudos da cabala, para que não caia em nenhuma armadilha.

Como testemunha da eficácia deste maravilhoso sistema, sinto-me obrigado a advertir os adeptos sobre o inimigo mais terrível que eles encontrarão por este árduo caminho: eles mesmos.

Caros irmãos, apenas o desenvolvimento para o bem maior deverá ser almejado, refinar nossos espíritos deve ser nossa única meta e os poderes ocultos são apenas consequências de tal evolução. Lembrem-se, nós somos deuses e não DEUS.

Escrito por Adonay e publicado em 10/03/10.